segunda-feira, 16 de abril de 2018

Escola do Reino 2018

Estarei ministrando na Escola do Reino no próximo fim de semana. O tema é sobre oração e devoção, algo que é sempre bom poder compartilhar. Faz parte da nossa vida e ministério. Venha estar conosco em um dos locais abaixo.


sexta-feira, 23 de março de 2018

Enchei-vos do Espírito - Parte 4

SUJEITANDO-VOS UNS AOS OUTROS


Luciano Motta

A última ação para nos mantermos continuamente cheios do Espírito Santo é nos sujeitarmos (hupotasso) uns aos outros. No grego, significa “estar subordinado, colocar-se em sujeição, obedecer”. O Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong (2002) afirma sobre essa palavra: “termo militar grego que significa ‘organizar [divisões de tropa] numa forma militar sob o comando de um líder’. Em uso não militar, era ‘uma atitude voluntária de ceder, cooperar, assumir responsabilidade, e levar uma carga’”. Devemos nos sujeitar uns aos outros no temor de Cristo (Efésios 5.21), ou seja, em reverência, submissão e obediência à atitude que o próprio Cristo teve em sua vida – isso será desenvolvido pelo apóstolo Paulo nos versos seguintes.

Antes, uma observação importante: algumas versões da Bíblia iniciam nova seção na epístola de Efésios justamente nesse verso 21 (até removem o gerúndio do verbo), separando-o do contexto anterior. Porém, lembramos que as sentenças "falando entre vós com salmos", "entoando e louvando de coração ao Senhor”, “dando sempre graças por tudo” e "sujeitando-vos uns aos outros" são ações continuadas da oração principal "enchei-vos do Espírito". Separar qualquer uma dessas ações induz a uma leitura incorreta do texto e, consequentemente, acaba excluindo a sentença “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” da exortação para sermos cheios do Espírito.

A atitude voluntária de cooperar e de se submeter ao outro se estende a três tipos de relacionamento: entre a mulher e o marido (5.22-33), entre filhos e pais (6.1-4) e entre escravos e senhores (6.5-9).

O mistério: Cristo e a igreja

“Mulheres, cada uma de vós seja submissa (hupotasso) ao marido, assim como ao Senhor; pois o marido é o cabeça da mulher, assim como Cristo é o cabeça da igreja, sendo ele mesmo o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita (hupotasso) a Cristo, também as mulheres sejam em tudo submissas (hupotasso) ao marido” (Efésios 5.22-24).

Em tempos de feminismo e empoderamento da mulher, essa passagem é praticamente uma afronta, um "crime". Contudo, não muda a ordem que Deus estabeleceu desde a criação: o marido é o cabeça da mulher como Cristo é o cabeça da igreja. Não implica inferioridade da esposa, mas ressalta a conduta que o marido deve ter em seu lar:

“Maridos, cada um de vós ame (agapao) a sua mulher, assim como Cristo amou (agapao) a igreja e a si mesmo se entregou por ela, a fim de santificá-la, tendo-a purificado com o lavar da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim, o marido deve amar (agapao) sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama (agapao) sua mulher, ama (agapao) a si mesmo. Pois ninguém jamais odiou o próprio corpo; antes, alimenta-o e dele cuida; e assim também Cristo em relação à igreja; porque somos membros do seu corpo. Por isso o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher, e os dois serão uma só carne” (Efésios 5.25-31).

Observe a ênfase no amor do marido para com sua esposa (o verbo agapao corresponde ao substantivo ágape). Não se trata, portanto, de domínio ou posse, mas de sacrifício próprio e entrega. O texto não salienta os direitos do homem sobre a mulher, mas as responsabilidades dele para com ela.

O amor ágape – que é o amor sacrifical e doador de Deus – tem um caráter muito diferente de outras palavras relacionadas a “amor” no grego, como no sentido de luxúria e desejo (epithumia), de atração física e passional (eros) e de afeição e amizade (phileo). O apóstolo Paulo definiu a essência de ágape desta forma: “O amor é paciente; o amor é benigno. Não é invejoso; não se vangloria, não se orgulha, não se porta com indecência, não busca os próprios interesses, não se enfurece, não guarda ressentimento do mal; não se alegra com a injustiça, mas congratula-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13.4-7).

Como Cristo ama a igreja, o marido deve amar a esposa: sacrificar a própria vida por ela; ensiná-la com a Palavra e exercer seu sacerdócio com humildade e abnegação, crescendo de forma consistente e contínua na graça e no conhecimento de Deus; respeitá-la como a si mesmo, cultivando a ternura e a força, sendo um ouvido que escuta; aceitar a responsabilidade de prover e de proteger a família, tendo iniciativa e alegria ao servir.

Como a igreja se submete a Cristo, a mulher deve se sujeitar ao marido: apoiar a liderança dele de forma criativa, inteligente e sincera, como Cristo se submeteu ao Pai e obedeceu em tudo; ser sábia, edificando o lar em santidade e em tranquilidade; evitar rixas e murmurações, vencendo batalhas com orações corajosas e com palavras de estímulo e afirmação.

O casamento é, portanto, uma prévia, uma antecipação “aqui e agora” da vontade de Deus desde a eternidade: da mesma forma que o marido se une à sua mulher e ambos se tornam “uma só carne”, chegará um dia em que CRISTO, o REI-JUIZ-NOIVO, irá se casar com a NOIVA, a Sua IGREJA, e seremos UM SÓ eternamente:

“Esse mistério é grande, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Entretanto, também cada um de vós ame (agapao) sua mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o marido” (se submeta de forma reverente ao marido, de forma semelhante ao sentido de hupotasso) (Efésios 5.32-33).

A honra: filhos e pais

“Filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe; este é o primeiro mandamento com promessa, para que vivas bem e tenhas vida longa sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis a ira dos vossos filhos, mas criai-os na disciplina e instrução do Senhor” (Efésios 6.1-4).

A reafirmação do quinto mandamento (Êxodo 20.12) destaca como é precioso aos olhos de Deus que haja perfeita união não somente entre marido e mulher, mas também entre pais e filhos. Escutar e atender a tudo que for ordenado pelos pais é um dever dos filhos. Pais são autoridade e, por isso, devem ser estimados e valorizados. Os filhos, por sua vez, são “herança do Senhor”, “como flechas na mão do valente” (Salmo 127.3-4). Por um tempo, permanecem na “aljava dos pais”, sendo instruídos e corrigidos nos caminhos do Senhor. À medida que crescem, vão reconhecendo seu destino em Deus até, finalmente, serem atirados pelos pais – assim, certamente, atingirão o alvo!

O problema é que esse ambiente de honra entre pais e filhos se tornou hoje uma contracultura: aumenta cada vez mais o abismo entre as gerações, o que tem produzido mais desentendimentos, contendas, guerras e violência. É comum ver idosos abandonados em asilos, e até dentro da própria casa, desprezados por filhos ingratos que sucumbiram à busca desenfreada por dinheiro e status.

O inverso também é uma triste realidade: muitos pais, por exemplo, não estão criando seus filhos porque “precisam trabalhar” e “sustentar a casa”. Em diversos casos, são meras desculpas para não assumirem a responsabilidade de cuidar e instruir seus filhos. Relegam a formação da personalidade e do caráter dos pequenos a tutores e parentes, muitos deles alheios aos princípios bíblicos. Há uma geração na terra que não conhece a disciplina nem a instrução do Senhor, devido a pais que não estão exercendo corretamente a sua autoridade. Acabam incitando a ira em seus filhos, que se tornam pessoas desobedientes, não ensináveis, vingativas – crianças, adolescentes e jovens sem limites, sem valores, sem discernimento entre o certo e o errado.

[ Falo um pouco mais sobre honra entre pais e filhos em outro artigo ]

O serviço: escravos e senhores

“Vós, escravos, obedecei a vossos senhores deste mundo, com temor e tremor, com sinceridade de coração, assim como a Cristo, não servindo só quando observados, como para agradar os homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus, servindo de boa vontade como se servissem ao Senhor e não aos homens. Sabendo que cada um, seja escravo, seja livre, receberá do Senhor todo bem que fizer. E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando de ameaçá-los e sabendo que o Senhor, que é Senhor tanto deles como vosso, está no céu e não faz diferença entre as pessoas” (Efésios 6.5-9).

O texto é claro: devemos obedecer e servir bem àqueles que são nossos senhores “deste mundo” (ou literalmente “segundo a carne”), ou seja, àqueles aos quais estamos subordinados. No contexto da epístola aos efésios, a escravidão ainda era parte da cultura. Sendo, portanto, um cristão, e ainda na condição de escravo, todo serviço devia ser permeado pelo mesmo amor ágape, sacrificial e doador, de Deus. De fato, na mente e no coração, eram pessoas livres, que serviam ao Senhor com trabalho honesto, sincero e generoso, sem pretensões egoístas. A recompensa não se encontrava no mundo (na carne), mas no porvir, com Cristo em Sua glória.

Nossa conduta hoje tem de ser a mesma em tudo que estiver sob nossa responsabilidade: em casa, no exercício da profissão, no âmbito eclesiástico, na universidade... Antes de estarmos sujeitos a homens, como empregados, alunos ou servidores públicos, somos servos de Cristo, a serviço Dele.

Se nossa posição é a de patrões ou de empreendedores, não podemos perder de vista aqueles que estão sob nossas ordens, considerando também suas demandas e exercendo nossa autoridade com justiça e paciência (recomendo a leitura da epístola a Filemom: medite na maneira extraordinária como Paulo lida com as questões que envolveram o escravo Onésimo e seu senhor). Aliás, é muito importante que nosso negócio reflita a grandeza do Deus a quem servimos, de modo que os perdidos vejam a excelência do nosso trabalho e glorifiquem ao Pai.

Sobre a expressão “temor e tremor”, vale destacar que, no Velho Testamento, eram palavras empregadas em resposta à presença de Deus (alguns exemplos: Deuteronômio 2.25; 11.25; Salmo 2.11; Isaías 19.16; Ezequiel 3.14-15). O profeta Daniel foi tomado por sentimentos semelhantes quando soube do sonho de Nabucodonosor. O cumprimento desse sonho transformou radicalmente a vida daquele rei (leia Daniel 4). No Novo Testamento, apenas o apóstolo Paulo usa “temor e tremor” em suas cartas (2 Coríntios 7.5; Filipenses 2.12; Efésios 6.5), e o sentido é sempre o mesmo: devemos ser conscientes de que estamos continuamente perante a face de Deus – façamos tudo com reverência ao Senhor, mantendo sempre um senso de humildade e dependência da Sua graça.

Ser cheio do Espírito envolve, portanto, uma atitude de sujeição, obediência e humildade em nossa relação com Deus e com as pessoas. Amamos, honramos e cooperamos com aqueles que estão mais próximos de nós – marido, esposa, filhos. Estendemos esse senso de submissão e parceria com nossos patrões e empregados, com sócios e prestadores de serviço. Sem dúvida, isso irá produzir impactos imediatos e profundos em nossos relacionamentos cotidianos, por causa de uma vida plena do Espírito Santo.

Pense de forma prática: cada cristão zelando por falar um com o outro com o vocabulário e o espírito dos salmos, cada cristão entoando uma canção constante e diária de louvor e gratidão ao Senhor por tudo, cada cristão obedecendo à ordem estabelecida por Deus no casamento, na criação dos filhos, nos relacionamentos, servindo com humildade e sinceridade de coração... Creio que nada faltará a essa igreja senão se encontrar com seu Amado Noivo!

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Notas:

Artigo muito bom sobre "temor e tremor".

Recomendo o livro Qual a diferença? Masculinidade e feminilidade definidos de acordo com a Bíblia, de John Piper (Editora Tempo de Colheita, 2010).

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Enchei-vos do Espírito - Parte 3

ENTOANDO E LOUVANDO DE CORAÇÃO AO SENHOR


Luciano Motta

Depois de discorrermos sobre a atitude de falarmos entre nós com salmos, como a primeira condição para nos mantermos cheios do Espírito, vamos abordar agora outras duas ações: entoar (ado) e louvar (psallo), que significam, respectivamente, “cantar para o louvor de alguém” e “tocar um instrumento de cordas, cantar ao som da harpa, cantar um hino, celebrar louvores a Deus com uma canção”. Salmos, hinos, cânticos espirituais... é cheia de música e louvor a vida do cristão cheio do Espírito Santo!

Alguns exemplos no Novo Testamento: após a última ceia, Jesus e os discípulos cantaram um hino antes de saírem para o monte das Oliveiras (Mateus 26.30). Logo que Cristo ascendeu aos céus, diz a Bíblia que os discípulos estavam sempre no templo, louvando a Deus (Lucas 24.53). A igreja primitiva tinha o louvor como uma das evidências da plenitude do Espírito, e isso era um fator de crescimento: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (Atos 2.46-47).

Vale destacar no verso acima o fato de os primeiros cristãos perseverarem unânimes (homothumadon) – essa palavra vem do grego homo (mesmo) e thumos (paixão, indignação, furor, ira). Significa “com uma mente, de comum acordo, com uma paixão”. Eles viviam em perfeita harmonia, louvando a Deus de coração e compartilhando a vida juntos, como um acorde preciso e bem executado. A imagem é musical: “um conjunto de notas é tocado e, mesmo que diferentes, as notas harmonizam em grau e tom. Como os instrumentos de uma grande orquestra sob a direção de um maestro, assim o Santo Espírito harmoniza as vidas dos membros da igreja de Cristo” (comentários de Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong, Sociedade Bíblica do Brasil, 2002).

Há muitas referências a hinos de louvor – respostas aos atos de Deus – nas epístolas do apóstolo Paulo:

bênçãos: saudações que envolvem a graça e a paz do Senhor, como votos e orações para que os leitores das cartas experimentem essas bênçãos mais plenamente, conforme Romanos 1.7, 1 Coríntios 1.3, Efésios 6.23-24, etc.

invocações: palavras que bendizem a Deus por Seus feitos, exaltando algo que recebemos Dele, conforme 2 Coríntios 1.3-4, Efésios 1.3-14, etc.

doxologias: declarações que glorificam a Deus (doxa = glória) e reconhecem quem Ele é (Sua Grandeza, Sabedoria, Poder, Honra). Normalmente, terminam com a expressão temporal “pelos séculos dos séculos” e um “Amém!”, conforme Gálatas 1.5, Romanos 11.33-36, Filipenses 4.20, etc.

A música era parte dos cultos da igreja primitiva: "Quando vos reunis, cada um de vós tem um hino, tem uma palavra de instrução, tem uma revelação, tem uma palavra em língua, tem interpretação. Tudo deve ser feito visando à edificação" (1 Coríntios 14.26). "A palavra de Cristo habite ricamente em vós, em toda a sabedoria; ensinai e aconselhai uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão no coração" (Colossenses 3.16).

DANDO SEMPRE GRAÇAS POR TUDO A DEUS


Outro tipo de resposta ao Senhor, constante nas cartas e nas exortações de Paulo, que nos mantém cheios do Espírito, é dar graças (eucharisteo): “ser grato, sentir gratidão; agradecer”. Trata-se de uma expressão interior e exterior de gratidão em tudo, por tudo, por todos, sem cessar: “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não apagueis o Espírito” (1 Tessalonicenses 5.16-19). Sem regozijo, orações e gratidão possivelmente iremos sufocar ou extinguir o Espírito.

Uma das formas mais enfatizadas na Bíblia de expressarmos nossa gratidão é quando damos graças a Deus pela vida dos irmãos, pelo progresso na fé, na esperança e no amor, pelo avanço da obra de Deus na igreja local (conforme Romanos 1.8, 1 Coríntios 1.4-9, 1 Tessalonicenses 1.3-5, etc.). Ações de graça nos levam a suplicar e a interceder pelos outros: “Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos, não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração...” (Efésios 1.15-18). “Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora. Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1.3-6).

Cada uma dessas bênçãos, invocações, doxologias e ações de graça, cada instrução sobre entoar salmos, hinos e cânticos espirituais a Deus e, assim, também edificar o Corpo de Cristo, evidenciam algo muito importante: todo cristão deve ter um som de louvor e adoração, diário e permanente, dentro de si – as reuniões da igreja são preciosas oportunidades para expressarmos em canções a gratidão e a palavra de Cristo que já estão em nosso coração todos os dias.

Isso significa que ser cheio do Espírito requer uma vida “perante a face”. Elias e Eliseu foram homens assim. Viviam diante de Deus o tempo todo. Tornaram-se profetas do fogo; sinais os acompanhavam. Isaías, Ezequiel e João acessaram o trono celestial e tiveram visões e revelações impressionantes. Davi foi um homem de “uma coisa”: habitar na casa do Senhor todos os dias – assim ele pôde contemplar a beleza, o esplendor, o favor, a bondade do Senhor e meditar (Salmo 27.4). Davi compôs diversos hinos e cânticos espirituais ao Senhor. Sua vida transbordava gratidão e louvor: “Sempre tenho o Senhor diante de mim; não serei abalado, porque ele está ao meu lado direito. Por isso, meu coração se alegra e meu espírito se regozija; até mesmo meu corpo habitará seguro” (Salmo 16.8-9).

Quando estamos diante de Deus, nosso coração é transformado, alinhado, animado! As murmurações desaparecem. Mesmo em situações difíceis, não esmorecemos, mas produzimos louvor e declaramos nossa confiança em Deus.

Que tipo de homens e mulheres somos hoje? Existe permanente louvor e gratidão em nossos corações, por tudo e por todos? Não é possível ser grato a Deus sem uma vida de oração e intimidade com Ele e, consequentemente, sem estar conectado ao Corpo de Cristo. Não é possível entoar e louvar a Deus com hinos e cânticos espirituais sem reconhecer que tudo o que Ele fez e tem feito é bom e perfeito, e que tudo coopera para o bem daqueles que O amam (Romanos 8.28). Não é possível falar com salmos no dia a dia sem conhecer as Escrituras e, por isso, não poder se identificar com a vida dos salmistas em suas frustrações e conquistas. Se nosso desejo é sermos pessoas cheias do Espírito, então precisamos de uma vida “perante a face”.

Resta ainda uma última ação fundamental: sujeitarmo-nos uns aos outros. A vida com Deus nos leva aos outros. É o que veremos em breve...

Se você ainda não leu as outras partes deste artigo, comece aqui.

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Nota: os comentários acima sobre bênçãos, invocações, doxologias e ações de graça foram extraídos do livro Dicionário de Paulo e suas cartas. 2ª ed. SP: Edições Vida Nova, 2008, p.159-163.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Fim de semana intenso!

No último fim de semana, no sábado (dia 20), estive na Lapa, no Rio de Janeiro, para uma Assembleia Solene, uma reunião de oração coletiva. Faz muito tempo que não participo de uma reunião dessas, com um propósito tão definido e com pessoas tão conectadas ao que Deus está fazendo nos últimos dias. Diversas igrejas e salas de oração representadas de todo o Brasil estiveram presentes.

No domingo (dia 21) de manhã, estive no Liberdade Rio para rever irmãos e também ouvir a palavra ministrada pelo pastor Kirk Bennett (IHOP-KC). Ele falou sobre a glória de Deus: não é algo abstrato, distante; é tangível. Podemos vê-la em Cristo e também ouvi-la. À noite, preguei na COMIR - Comunidade Missionária Renascer, no Alcântara, em São Gonçalo. Falei sobre as orações de Paulo em Efésios 1 e 3. Sem dúvida, nossos olhos foram iluminados por Seu Espírito de sabedoria e revelação. Nossos corações foram preenchidos pelo amor de Deus. Como eu disse no outro post: É muito bom poder ministrar em igrejas da minha cidade. Vamos fazer uma conferência nesta igreja em março (em breve, vou divulgar).

Na segunda (dia 22), recebemos na nossa sala de oração Betânia os irmãos Fabiano e Jaqueline Krehnke, do Ministério Céus e Terra e da Casa de Oração Curitiba para um tempo poderoso de adoração e palavra. Foi lindo ver como Deus fala de forma integrada em lugares tão distantes: nós, aqui de São Gonçalo, e eles lá em Curitiba. A palavra é uma só: a necessidade de alinharmos nosso sacerdócio individual e uns aos outros.

Algumas fotos:





sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Escola GPN 2018

Estivemos ministrando adoração e palavra na quinta-feira, dia 18 de janeiro, na Igreja Graça para as Nações, no bairro Mutuá, aqui na cidade de São Gonçalo. É sempre uma alegria estar com esses irmãos tão preciosos! É muito bom poder ministrar em igrejas da minha cidade.

A mensagem foi sobre a necessidade de guardarmos o coração em dias tão agitados e turbulentos, e nunca deixarmos de ouvirmos o que Deus está falando e vermos o que Ele está fazendo. Falei também sobre Elias, e as consequências de parar de ouvir a Deus (1 Reis 19). Espero conseguir subir o vídeo desta palavra para meu canal no YouTube.

A Escola GPN continua até domingo. Se você estiver aqui em São Gonçalo ou na região, participe!